E assim foi, tal como estava escrito nas brilhantes estrelas , imunologia ardeu para mim. Ficou para dia 18. 6 dias de férias de verão queimados em minutos. Um fallout atómico talvez.
Não há estrelas no céu , aqui a luz da cidade brilha mais que o universo inteiro. Se estivessem ligadas de dia duvido que se conseguisse ver o sol....
Acordei tarde como sempre e vou mandar o despertador para a reforma. Vou colocar o Gio como despertador , na esperança que resulte. Pode ser que ele grite aos meus ouvidos ou faça o barulho de uma melga. Eficaz.
Mas o que mais chateia , para além de ter o verão adiado, é o ter que rever toda a matéria de imunologia outra vez. E desta vez ter que rever toda a matéria de forma hyper concentrado , numa espécie de concentração da força á lá Luke Skywalker. Neste caso será á lá Danny Earthwalker.
Cuidadosamente uma pessoa olha para slides e desgravadas e no fim percebemos que não sabemos nada, vamos para o exame da mesma forma que fomos na primeira fase e confiamos apenas que a sorte esteja um pouco mais do nosso lado desta vez. E declaramos injusta e parva toda a avaliação da disciplina , e mandamos para partes terminais de sistemas digestivos os professores, e insultamos cão , gato e gaivotas por tudo e por nada.
E á medida que somos bombardeados socialmente por " ESTOU DE FéRIAS" , ou etc, a frustração aumenta.
Mas já passei essa fase. A única diferença entre o agora e o quando estiver de férias é que em vez de estar a olhar para imuno estou a olhar para o tecto.
Sim, para o tecto. Passo a explicar.
A REALIDADE DAS FÉRIAS
Sim meti um título. É importante haver títulos. Portanto a realidade das férias. Caso estivesse de férias agora estaria ou a olhar para o boneco, ou na tv , ou no pc, ou na rua de bicla ou a tentar arranjar um jogo de futebol Porquê? Porque há muita complexidade em combinar coisas.
"Vamos á praia". Ok. Qual delas? "Vamos a matosinhos". Temos de ir de metro e demoramos imenso e para isso mais vale ir ás de gaia. "Ah mas eu moro mais perto de lá." Pois eu não.
Ou entao "Vamos á praia de bicla" . Ok mas temos de subir de metro porque moro no ponto mais alto da cidade do Porto, moro a 70 m do monte Tadeu. "Ah mas não custa nada" . Não custa nada??? Uma subida de 90 m ao fim dum dia de praia e de 11 km de bicicleta só para vir não custa nada? Com a areia enfiada nos calções e cheio de sede e fome e a querer tar a dormir? Não custa nada???
E depois também há os problemas de "vamos a que horas? levamos quem? olha pessoa número x cortou-se. Etc."
Mas nem sempre dá para ir a praia apanhar sol, quer porque estão nuvens , quer porque está de noite.
"Vamos ver um filme ao cinema" . Ok. 7 euros já com os porcos , ok não se pode repetir muitas vezes. "Vamos ver o filme que vai sair agora!" . Ups já o vi. Magicamente tive acesso ao filme..... Ou então o filme é sobre 2 studs todos surfistas que vão para NY e um deles conhece a morena dos seus sonhos e outro a loira dos seus sonhos e são todos muito românticos e queridos e pelo meio têm que espancar um mauzão.....NÃO QUERO VER ISSO.
Portanto cinema é sempre essa complexidade. "Já vi, não gosto, muito antigo, reviews más, é 3d fica muito caro, não é 3d é muito seca, vamos ao arrábida porque ainda temos tempo, ups já não há bilhetes..."
Depois há a opção ir a um café. Ok altamente. Se for de dia vaisse baixa ou por ai mas muita gente corta-se porque ou não tem carro , ou o cão tem fome , ou o piriquito da vizinha morreu. Mas é das melhores opções. Claro que para quem mora no centro da cidade é optimo, mas para quem mora nos outskirts ter que lutar contra a inércia é muito chato. Eu que o diga, sou do centro e fazer um movimento centrifugo é muito dificil. Não faço simplesmente. Não vou para o campo, sou alérgico. Gosto muito de granito e cimento. Don't blame me, blame egyptians. Foram eles uns dos que começaram esta cena das cidades. Sem querer discriminar babilonos.
Mas um café á noite é o fim do mundo. "Não há metro, não há meios de transporte, tenho de levar carro, não tenho onde parar, vamos aonde, porque não vamos ao outro, mas olha que no outro está não sei quem que nunca vi e já nem me lembro dele, mas olha que ali é mais barato não sei quê, mas olha que não posso beber, amanã tenho que acordar cedo, não quero andar muito, já está muito tarde, eu trabalho durante a semana, bem fica para o próximo fim de semana".
E neste loop de "não posso, não quero, não vou" , por mais que uma pessoa puxe outras , acabamos por quase não fazer nada durante as férias, ao ponto de quase se fazer mais durante os exames do que nas férias.
E por mais estúpido que isto soe, ainda bem que fiquei com imuno por fazer, porque tenho esta enorme desculpa do "porque é que não estas a fazer nada". Porque senão a verdade seria "porque ninguém nunca quer fazer um **".
E não há maneira de mudar isto. Quer dizer há, comprar pessoas nos saldos mas ainda não chegamos a esse ponto. A inércia mantém as pessoas no sítio. E só raras pessoas se movem. Ainda bem que há raras pessoas que se movem.
E é com essas raras pessoas que espero celebrar o verão. Não desistirei das outras, apenas já saberei que são árvores e não irão muito longe mesmo pedindo. Mas serão lembradas, num brinde qualquer, feito depois de um dia longo de praia, depois de uma sessão de cinema 3D, num bar ao fim da noite por aí na invicta. "Um brinde a todos aqueles que não querem celebrar o verão connosco"
E Viva o Verão xD!
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Dia 4: O Fallout Imunológico e a realidade das férias
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